Nem um direito a menos

Comemoramos, em 2017, 100 anos desde a primeira greve geral no país. Estudiosos do tema afirmam que a escolha da bandeira de luta foi essencial para o sucesso do movimento.

O fim do aumento de preço dos alimentos, a libertação de grevistas presos, a extinção do trabalho infantil e do trabalho noturno para mulheres foram algumas das reivindicações pautadas na primeira Greve Geral do país, em 1917.

Ao longo dos anos, podemos notar inúmeros avanços conquistados através de grandes mobilizações por todo o país e isso abrange desde uma assembleia com trabalhadores a uma paralisação de nível nacional. As reivindicações ficaram cada vez mais intensas quando o assunto é defender os direitos do trabalhador que, agora, mais do que nunca, tem lutado contra uma série de ataques.

O fio condutor da primeira Greve Geral do país foi a necessidade de dizer “NÃO” às condições em que os trabalhadores eram submetidos e isso não mudou! Todo o nosso trabalho é desenvolvido de acordo com as necessidades do trabalhador e a partir da preocupação que temos com o futuro do nosso país. Talvez, o trabalhador ainda não tenha descoberto o poder que tem quando se mobiliza em prol de melhorias e contra as ameaças de retirada de direitos, é por isso que o sindicato vem trabalhando incansavelmente.

Acreditamos na possibilidade de um mundo melhor, onde as mulheres e homens sejam respeitados independente de sua orientação sexual, cor de pele ou classe social. Onde as crianças deixem de ser parte da paisagem urbana nos semáforos ou da paisagem rural no trabalho infantil forçado. Onde nenhum trabalhador seja vítima de violência por exercer o direito de manifestação. Onde a arena das disputas políticas sejam as casas de leis. Onde o debate de ideias seja respeitado.

Essa é a nossa luta cotidiana! Essa é a nossa bandeira: nem um direito a menos.

Luciano Leite, secretário-geral do Sindicato dos Comerciários de Osasco e região (SECOR)