Artigo: Na batalha contra o câncer, continuamos trabalhando pela saúde da população paulista

No último sábado, 8 de abril, foi celebrado internacionalmente o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data visa reforçar a conscientização da população sobre os cuidados e a prevenção da segunda maior causa de mortes no Brasil. Segundo a OMS, cerca de 8,8 milhões pessoas vem a óbito por ano, no mundo, vitimadas pela doença. Em 2015, só no Brasil, o número de mortes teve um crescimento de 31%, chegando a 223,4 mil.

A defesa da saúde do trabalhador e medidas de combate ao câncer são prioridades em meu mandato. Após anos de trabalho, conseguimos alcançar grandes conquistas que contribuem na prevenção e tratamento desta e de outras doenças que, infelizmente, ainda tem crescido dia após dia. Na luta para banir substâncias cancerígenas como o amianto, por exemplo, estou na linha de frente ao lado da ABREA (Associação Brasileira de Exposto ao Amianto). Por mais de 30 anos temos trabalhado arduamente contra essa substância que mata centenas de milhares de pessoas por ano em todo o mundo.

A partir da Lei 12.684, de minha autoria, o amianto foi banido em todo o Estado de São Paulo. Em 2015, consegui ainda incluir na lei determinação para que os produtores que usarem o amianto estejam obrigados a providenciar o descarte em aterro industrial para disposição final de lixo perigoso em prazo fixado por agência fiscalizadora. Além do amianto, o mercúrio é outra substância cancerígena da qual as lutas junto à Associação dos Expostos e Intoxicados por Mercúrio Metálico (AEIMM) trouxeram resultados positivos, como a aprovação da Lei 15.313/14 que proíbe o uso, armazenamento e reparo de equipamentos hospitalares contendo mercúrio no estado.

Para atender uma demanda antiga dos moradores da região oeste metropolitana da capital, que representam mais de 10% do total de pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), meu trabalho se intensificou na defesa da implantação do primeira unidade do ICESP fora da capital. Após anos de muitas campanhas e coletas de assinaturas, o equipamento foi inaugurado em 2014, em Osasco, com apoio do grupo Oncovida e da ABREA.

Recentemente, encampamos também a luta contra a exposição ao benzeno a partir do Projeto de Lei 247/2015, já aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo. O PL visa à regulamentação do limite para o abastecimento de veículos em postos de combustíveis, exigindo o uso adequado das travas de segurança do tanque para evitar a liberação da substância tóxica que afeta a saúde não apenas dos trabalhadores, mas dos condutores de veículos e até do meio ambiente.

A luta contra o câncer é diária e a vitória está diretamente ligada à prevenção e ao tratamento de qualidade. Por esse motivo, temos que estar atentos ao cumprimento das leis; exigir equipamentos de segurança no serviço quando necessário; e, logicamente, estar atentos à nossa saúde.  Enquanto mandato, continuaremos apoiando e trabalhando para aprovar medidas que possam garantir a saúde e a vida da população.

Marcos Martins, deputado estadual